Texto do Filipe Saraiva (talvez um dos maiores sommeliers de plataformas que vejo por aqui) sobre a sua experiência no micro.blog ― e o porquê desistiu da estadia.

Com “tranquilas” o autor faz menção àquelas

redes que desabilitam funcionalidades viciantes, que fazem com que o usuário fique cada vez mais tempo na plataforma, e também funcionalidades que o estimulam a criar uma “audiência” cada vez maior em torno do conteúdo.

Achei interessante essa passagem da página de suporte do micro.blog citada pelo autor:

But it’s not a clone of Mastodon. We leave features out on purpose — no likes, no boosts, no trending tags. It’s not a popularity contest, and it’s not a space where outrage goes viral.

Não experimentei essa plataforma, mas acho que, de certa forma, seus desenvolvedores acertaram nessa. Tenho uma impressão de que números (tanto de curtidas, compartilhamentos e até de seguidores!) levam a um ímpeto por buscar maior audiência, bem como por uma performatividade da parte dos usuários. É o que percebo em redes como Twitter, Bluesky, Instagram e… Mastodon.

Minha experiência com blogues, e até mesmo aqui no Lemmy, foram muito mais flúidas, de apreciação e discussão de conteúdo, muito menos sobre batalha de ego e performance. Nesses contextos, não me importo com quem lê, “curte” ou compartilha meu conteúdo; somente com quem interage com ele.

O que vocês acham disso?

  • Auster@thebrainbin.org
    link
    fedilink
    arrow-up
    1
    ·
    22 hours ago

    O compartilhamento do Mastodon e do Misskey é bom para achar gente nova, mas foge do controle muito rápido. Mbin não tendo diretamente feed de compartilhamentos o torna muito mais sereno, daí de forma mais rasa, apoio.

    Porém, para a pessoa saber o quanto a pessoa está perdendo numa rede social, apoio que a rede tenha formas de ocultar posts nativamente, de acompanhar por RSS, ou pelo menos (ao exemplo do Mbin) ter feed infinito mas funcionar bem com filtros customizados de bloqueadores de anúncios. Isso permite ter noção de quanto os seus feeds estão gargalando, o que no meu entendimento passa pela questão do vício.

    Mas no caso do fediverso, e falando por mim, uso compartilhamentos mais como forma de ajudar a propagar conteúdos. E apenas minimamente caso alguém que me acompanhe goste do que gosto ao ponto de eu querer fazer propagar. Do mais, não sinto falta do ruído do Mastodon e Misskey.